Memória

Livros históricos consolidam a confiança em pessoas ou marcas

 

Jornalista, escritor e editor Eduardo Sganzerla conta a sua experiência de duas décadas em relatar casos de sucesso de empresas e empreendedores visionários

 

Livros empresariais e biografias de empreendedores são importantes instrumentos para consolidar o nome e a marca das corporações privadas, porque, na linha do tempo, apresentam a trajetória e os desafios de um negócio bem-sucedido. Isto reforça a confiança e a transparência das instituições e gestores. Esta é a opinião do jornalista, editor e escritor Eduardo Sganzerla, que tem se dedicado, nas duas últimas décadas, a produzir e publicar livros autorais, jornalísticos e empresarias, em todo o Brasil. Uma de suas especialidades é escrever e editar, justamente, livros institucionais para empresas e biografias de pessoas que fizeram história no empreendedorismo.

“Quais são os segredos de homens e mulheres vitoriosos nos negócios? Esta é uma questão que sempre desperta a curiosidade de quem empreende ou tem o sonho de empreender. Temos muitas respostas para isso, mas uma empresa na qual seus gestores demonstrem perseverança, arrojo, liderança e visão de futuro tem tudo para dar certo. A história empresarial prova isso. Os exemplos tornam-se referência. Por isso a importância dos livros contando esses fatos”, afirma Sganzerla.

Eduardo Sganzerla é diretor da Editora Esplendor, sediada em Curitiba (PR). Ele já publicou quase meia centena de livros jornalísticos, técnicos, biografias e empresarias, além de seus livros autorias nas áreas da preservação da história e gastronomia. “Cada livro tem uma história bonita, sendo pessoal, histórico ou empresarial. Marca, emociona e engrandece as pessoas. E hoje, com a facilidade das mídias digitais, esses conteúdos de fôlego, em todos os formatos que possam ser difundidos, ganham mais importância e amplitude”, diz o jornalista.

“Escrevi, tempos atrás, a biografia do empresário catarinense Darcy Casagrande (1927-2009), que teve uma história de vida exemplar, tanto pessoal como empresarial (“Darcy Casagrande, a vida de um realizador”; Esplendor, 2008, 216 páginas). Ele era filho de carroceiro, em Tangará (SC). Começou do nada e, embora fosse o mais novo, liderou seus irmãos e os outros irmãos-sócios da família Pisani. Começou no ramo de extração de pinheiro e chegou a ser o maior concessionário da Mercedes-Benz do mundo. Fixou a sua matriz em Curitiba, mas tinha escritório no Empire States (Nova York). Criou duas dezenas de empresas”, conta Sganzerla.

“Darcy recebeu de seus pais uma educação muito rígida, voltada para o trabalho. Por falta de dinheiro, não teve oportunidade, quando jovem, de evoluir nos estudos formais até o grau superior; mas, com muito esforço, tornou-se um autodidata. Ele foi bem-sucedido porque sempre esteve presente em todas as situações e instâncias das empresas. Embrenhava-se nos confins da mata para acompanhar e orientar a extração de madeira. Vivia no chão de fábrica. Fiscalizava pessoalmente os embarques das madeiras. Visitava seus clientes na Europa. Passava mensalmente em cada uma de suas concessionárias. Lia e opinava sobre os balancetes operacionais de cada departamento de suas empresas. Não aceitava um não. E assim por diante”, relembra o jornalista. “Esta não é uma história humana que emociona, que cativa e dá exemplo para as novas gerações?”, pergunta Sganzerla.

 

Eduardo Sganzerla

 

Para o jornalista, cada novo livro é um desafio. Não importa o tema. Nesse sentido, ele aceitou a incumbência de contar a história da “Guerra dos Pneus” (Editora Esplendor, 2016, 224 páginas) protagonizada pelo empresário paranaense Francisco Simeão Neto.  Este embate, que ocorreu no Brasil entre 1993 e 2009, travado entre as multinacionais fabricantes de pneus novos e os importadores de pneus usados e remoldados – mercado da ordem de R$ 5 bilhões/ano -, dominou o cenário nacional.

Qual foi a importância desse episódio para o Brasil atual? Esta ‘guerra’ – travada no Congresso Nacional, imprensa, corredores das repartições públicas e, principalmente, na esfera jurídica – acabou influindo de maneira decisiva para a mudança da legislação ambiental do país”, conta o jornalista. “E foi um marco no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus da zica – doenças que hoje provocam a morte centenas de pessoas e assolam a vida de milhões de brasileiros em todas as regiões”, diz.

Simeão montou a maior fábrica de pneus remoldados de automóveis do mundo, em Piraquara (PR), a BS Colway (2000). Chegou a ter 1.200 funcionários e produzir 200 mil unidades por mês. “Depois de um ferrenho embate, o STF (Superior Tribunal Federal) deu ganho de causa para os fabricantes multinacionais. Simeão teve que fechar a fábrica (2007) e arcou com um prejuízo de US$ 20 milhões. Em 2009, ocorreu a extinção definitiva do setor de importação de usados e remoldados. Claro que ele ficou abalado com isso. Mas logo deu a volta por cima e montou outros negócios que o compensaram e muito. Não são histórias que merecem ser contadas?”, pergunta o jornalista.

Eduardo Sganzerla também foi repórter e redator da “Folha de São Paulo”, e editor e diretor da “Gazeta Mercantil”. Autor de uma dezena de livros autorais (romance, biografias e reportagens), publicou “Alimentos Orgânicos no Brasil” (prêmio internacional Gourmand World Cookbook Awards 2014); “Curitiba Rural, Aromas e Sabores”; “Pêssanka”; “Pescadores Artesanais do Espírito Santo”; “Comida de Tradição para Crianças”; “Culinária Paranaense”; e “Os últimos Artesãos”.

 

                    Contato:  comopublicar.com.br

 

 

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